COVID-19: veja a perspectiva de assessores de investimento

Num cenário sem precedente, veja o que assessores de investimento têm a dizer sobre o contexto que surge e como conduzir os clientes da melhor forma
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Diante do impacto do COVID-19, o Gorila foi ouvir alguns assessores de investimento para entender como está sendo o relacionamento com os clientes e as perspectivas sobre esse cenário nunca antes visto. 

“Foi a maior vacinação em massa da população brasileira em um mês. Porque todo mundo ficou vacinado contra alavancagem, contra liquidez, contra preço não importa”, aponta Rafael Nogueira Pinto, do Manhattan Investimentos. Porém, Rafael ressalta que é preciso ter calma e entender o que já passou: “O mundo já passou por diversas guerras. A Bolsa estava aberta na Primeira e na Segunda Guerra Mundial”, complementa. 

Mehanna Mehanna, sócio-diretor da PHI Investimentos, relembra o cenário da crise financeira de 2008. “Naquela época a gente estava na ponta contrária, estávamos na ponta do desespero, do pânico. Mas que tenhamos aprendido uma lição. Para gente não cometer o mesmo erro agora e enxergar essa crise, que é uma tragédia, de forma oportuna”, reforça. 

Porém, o desafio que os profissionais do mercado encontram é como tranquilizar os clientes para que não tomem decisões baseadas no desespero.  Entre as ações para manter-se próximo de seus clientes, Marcelo Popoff, diretor de expansão da Lifetime Investimentos, destaca o treinamento da equipe. 

Diante de todo esse distanciamento social e toda essa questão que traz consequências para as pessoas, Marcelo tem orientado os assessores para que eles não só conversem sobre investimentos com os clientes. 

“O que a gente montou foi uma estratégia de estar ainda mais próximo do cliente que está nesse momento fragilizado. Eu não ligo lá para falar de investimentos. Eu ligo lá pra perguntar como ele está, como é que está o caixa com relação a empresa dele, como é que está a estabilidade dele no emprego”, comenta Marcelo Popoff. 

Para Rafael Nogueira Pinto, a maior função hoje do assessor é tentar conter o investidor de assumir esse lado emocional. “Vamos começar a fazer videoconferência com grandes assets. Trocar ideias e abrir para que nossos clientes possam assistir, ouvir, se tranquilizar e não tomar medida desproporcional em um momento como esse”, destaca. 

É hora de arriscar?

Em meio a um cenário de crise como do coronavírus, o investidor pode enxergar um horizonte com oportunidades ou recear perdas maiores no patrimônio. Sanzio Alves Cunha, fundador da Lotus Capital, explica que essa decisão depende muito do perfil do cliente.

“Não depende só do questionário de perfil de risco, mas entender o momento do cliente. Às vezes, ele é mais arrojado, mas por uma questão de momento, como se é um empresário e já está tomando um risco muito grande, a hora que ele olha para uma situação dessa ele vai ter mais de medo, com intenção de proteger o capital. Mas eu vejo hoje que a maioria dos clientes vê como oportunidade”, relata Sanzio. 

Dentro do escritório da Lifetime Investimentos, Marcelo Popoff observa um mix de clientes, desde os desesperados, os que querem comprar mais até os que fazem o que a “técnica manda fazer”. “A gente buscou orientar todos os investidores sobre o que fazer nesse momento de forma racional. Respeitar os limites de alocação por classe de produto”, comenta.  

Além de acalmar um pouco esse olhar do investidor, Mehanna tenta enxergar possíveis oportunidades que surgem nesse cenário. “É claro que para quem tem apetite e capacidade de aumentar o nível de risco da carteira, tem um horizonte de longo prazo”, comenta. Porém Rafael reforça: “Não mandamos na vida do cliente. Nós temos que orientá-lo. Quem toma a decisão final é sempre o cliente”. 

Informação na era do YouTube

Sem dúvidas, hoje é bem mais fácil encontrar informação sobre investimentos. Existem uma infinidade de canais no YouTube, perfis nas redes que levam um conteúdo para perto de quem investe lá na ponta. Muitos investidores buscam essas ferramentas para justamente entrar no mercado financeiro, uma vez que não há programas de educação financeira no Brasil, ou quem sabe diversificar a carteira de ativos. 

Diante das dezenas de nomes e influencers que surgem, Sanzio acredita que a informação é tanto o maior desafio quanto aliada dos assessores de investimento: “Hoje a informação corre muito fácil. Você entra no YouTube e vê a quantidade de pessoas falando de investimento é muito grande. O grande desafio nisso tudo é que tem gente que não é qualificada e não tem a devida experiência, a devida credencial para falar sobre um determinado assunto. E muitas vezes tratam um assunto de uma forma inadequada. Não diria que fala besteira, mas que fala parcialmente aquilo que deve ser falado”. 

Sanzio ainda revela que alguns clientes vão debater alguns assuntos e trazem o discurso de determinado canal do YouTube. “Têm pessoas boas em todo mercado que fazem um trabalho sensacional, que realmente levam a educação financeira, mas acho que tem que ter um cuidado nisso aí. A forma como se coloca muita coisa ali fica um desafio para gente contornar essa verdade de ficou na cabeça do cliente. Às vezes, nem é só sobre o nosso trabalho, mas uma verdade estrutural de investimento”, pondera Sanzio. 

A importância de diversificar a carteira 

Quando o investidor tem uma carteira diversificada, os riscos são diluídos e não impacta tanto o patrimônio, como na atual crise do COVID-19. Mehanna reforça essa questão e porque é importante ter caixa para utilizar em momentos como esse. 

“Muitos investidores questionavam que não precisavam de liquidez. ‘Eu tenho minha reserva de emergência no banco’. ‘Para que que vocês estão sugerindo parte da aplicação ser caixa, sendo que a gente pode colocar algo sem liquidez e ganhar um pouquinho mais sobre isso’. Assim nesses momentos você vê a importância do caixa. A importância de ter uma carteira resiliente independente do cenário”, comenta Mehanna. 

A figura tanto do consultor como de assessores de investimento entram nesse momento para passar tranquilidade para o cliente e orientando os aportes. “Aqueles clientes que fizeram o planejamento de forma adequada, com seu assessor de investimento, não devem mudar completamente por causa de um evento que, às vezes, pode durar um ou dois meses. O longo prazo não mudou”, finaliza Rafael Nogueira Pinto. 

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