Como funciona o desdobramento de ações

De tempos em tempos algumas empresas decidem fazer um desdobramento de ações. Magazine Luiza e Inter são nomes que já fizeram isso. Veja!
desdobramento de ações
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Também conhecido como split, o desdobramento de ações são divisões que a empresa faz de cada um de seus papéis quando o preço deles começa a ficar muito alto. A intenção é dar maior facilidade nas compras de investidores de todos os tamanhos. 

Quando o conselho de administração da empresa aprova o desdobramento de ações, o valor dela no mercado será dividido proporcionalmente. Quer um exemplo? Se uma ação está valendo R$ 100, ela pode sofrer um desdobramento e ser divida em, por exemplo, 10 partes iguais. Dessa forma, o valor de cada um desses papéis passaria a ser de R$ 10.

Vale dizer que esse processo altera apenas o número de ações à venda e o preço unitário delas, mas o valor de tudo reunido, que é o valor de mercado da companhia, não muda. Outro ponto é que o valor que um investidor aplicou nessas ações também não sofre alteração. Ele terá o mesmo volume em reais, porém com uma quantidade maior de ações. 

Vantagens e desvantagens do desdobramento de ações

Várias empresas acabam se valorizando muito no mercado e se tornam inviáveis para que investidores de pequeno porte possam negociá-las. Por essa razão, de tempos em tempos algumas empresas decidem fazer um desdobramento em suas ações. 

Se uma ação vale R$ 200, ao comprar um lote a pessoa precisa desembolsar R$ 20 mil. Já se há essa divisão das ações e passa a valer R$ 20, seria preciso apenas R$ 2000 para adquirir o mesmo lote. 

Dessa forma, uma das principais motivações das companhias que recorrem ao desdobramento de ações é trazer mais investidores e liquidez ao mercado. 

Por outro lado, apesar da liquidez geralmente ser algo positivo, com ações mais baratas a empresa pode atrair investidores com perfil mais especulador que busquem grande volatilidade no preço dos ativos.

Exemplos de desdobramentos

Você se lembra ou já teve split de suas ações? Vamos recordar alguns desdobramentos recentes de algumas empresas negociadas na B3. 

Eneva

A maior companhia privada de geração e soluções de energia e gás natural do Brasil, Eneva (ENEV3), aprovou o desdobramento de suas ações de 1  para 4, em 11 de março. 

Neste ano, a Eneva avalia se participará dos leilões de energia que vão acontecer em junho e setembro. Além disso, também pretende assumir compromissos sociais, ambientais e de governança, conhecidos como ESG.

Copel

Ainda no ramo de energia, a Companhia Paranaense de Energia, COPEL (CPLE3, CPLE5, CPLE6), aprovou em 11 de março o desdobramento das ações na proporção de 1 para 10.  

O cenário é otimista para empresa que lucrou R$ 1,1 bilhão no quarto semestre do ano passado e em março desse ano distribuiu R$ 1,5 bilhão em dividendos, com o objetivo de diminuir seu endividamento.   

 Ânima

A  Ânima Educação (ANIM3) aprovou em fevereiro o desdobramento das ações na razão de 1 para 3, fazendo com que o valor de R$ 45 por papel passasse a ser R$ 15.

A empresa aguarda o aval do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), que deve ser dado em abril, para aquisição dos ativos da norte-americana Laureate. A compra faz com que o grupo se posicione na bolsa como 3ª maior empresa de educação do país. 

Weg

No final de fevereiro deste ano, o conselho de administração da Weg (WEGE3) decidiu propor aos acionistas o desdobramento das ações em duas partes. A medida será analisada em 27 de abril e, se for aprovada, as ações da empresa passarão a ser negociadas pela metade do preço. 

Vale ressaltar que a companhia está no ranking das empresas com melhor reputação do país e seu atual presidente, Harry Schmelzer Jr., figura entre os 100 maiores líderes empresariais do Brasil, segundo a lista da Exame. 

Locaweb

Após convocação de assembleia para desdobramento de suas ações na proporção de 1 para 4, a Locaweb fechou o pregão do dia 11 de janeiro em alta de 11,51%. A aprovação do desdobramento da empresa brasileira de hospedagem de sites aconteceu em 26 de janeiro.

Copasa

Em novembro de 2020, a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa, CSMG3), aprovou o desdobramento de seus papéis na proporção de 1 para 3. Na época, a empresa também aprovou a emissão de até R$ 500 milhões em debêntures não conversíveis em ações.

Hapvida

O grupo Hapvida (HAPV3), maior operador de planos de saúde no Norte e Nordeste e terceiro maior no país, realizou o desdobramento das suas ações em novembro de 2020. Os acionistas que possuíam uma ação, ganharam mais quatro, ou seja, a proporção foi de 1 ação para 5. 

Em 24 de novembro de 2020, o papel fechou o pregão negociado a R$ 71,92. Após o split, o valor foi de R$ 14,38 por ação. 

Magazine Luiza

Queridinha dos investidores, a Magazine Luiza teve uma alta tão exponencial que já está no terceiro desdobramento. Dessa vez, agora em outubro, cada papel foi desmembrado em quatro partes.

Em julho de 2019, a empresa havia feito o mesmo processo quando os papéis haviam ultrapassado o patamar dos R$ 260. Na época, a proporção foi de um para oito, fechando em cerca de R$ 32 por cada ação. 

Já o primeiro desdobramento foi feito em 4 de setembro de 2017, quando o papel estava valendo R$ 621,79, e foi dividido em oito partes. 

Nesses três anos o papel subiu mais de 700% e se um investidor tivesse uma ação de R$ 621,79 da Magazine Luiza naquela data atualmente ele teria cerca de R$ 5.500. Nada mal, hein?

Uma curiosidade é que as ações da MGLU3 começaram a ser negociadas na bolsa de valores em 2011, a R$ 16. Porém, elas seguiram em rota de queda até 2015, quando já tinham despencado a menos de R$ 2. A empresa então realizou uma operação de agrupamento de ações, ou seja, juntou várias em uma só para dar uma aumentada no preço. 

Isso aconteceu em setembro de 2015 quando a empresa agrupou 8 de suas ações, que estavam sendo negociadas a R$ 1,80, em uma só de R$ 14,40. Depois disso, Magalu seguiu caminho de alta. 

Raia Drogasil

Os acionistas da Raia Drogasil (RD) aprovaram, em setembro, o desdobramento das ações ordinárias (RADL3) na proporção de cinco novas unidades para cada papel da mesma espécie. 

O objetivo da operação é aumentar a liquidez das ações da companhia no mercado e possibilitar um ajuste na cotação dos papéis para deixá-los mais atrativo e acessível a um maior número de investidores. Após a divisão, no dia 24 de setembro, a ação era negociada a R$ 23,37. 

Totvs

Em março, a Totvs (TOTS3) aprovou o desdobramento de papéis. A proporção é de uma ação para três, sem alteração no valor do capital social. Segundo a empresa, o número de ações ordinárias em que se divide o capital da companhia passou de 192.637.727 para 577.913.181. No dia 4 de maio, a ação passou a ser negociada a R$ 20 no pregão. 

Banco Inter

Em junho de 2019, o Banco Inter aprovou o desdobramento das suas ações ordinárias e preferenciais, sem alteração no valor do capital social atual. Cada ação foi desdobrada em seis ativos da mesma espécie. 

Além disso, na época o Inter também aprovou o programa de Units, que é um conjunto de ações que podem ser de diferentes classes. Ela é formada por uma ação ordinária (BIDI3) e duas ações preferenciais (BIDI4). Os acionistas então escolheram se queriam aderir ou não à conversão. As units geralmente são papéis mais líquidos, o que significa mais fáceis de negociar. 

Localiza

Os acionistas da Localiza (RENT3) tiveram, em 2017, o desdobramento de ações pela razão de 1 para 3. Recentemente, Localiza e Unidas (UNID3) assinam Acordo de Incorporação de Ações. Segundo as empresas, a relação de troca será ajustada por eventuais desdobramentos, grupamentos e bonificações em ações das companhias. 

Vamos aguardar. Lembrando que no Gorila você acompanha todos esses eventos da carteira. 

Lojas Renner 

Visando aumentar a liquidez e facilitar acesso ao pequeno investidor, em 2015, a Renner (LREN3) fez o desdobramento de suas ações ordinárias da proporção de 1 para 5. Na ocasião, os papéis beiravam os R$ 100. Em 24 de setembro, o papel fechou negociado a R$ 40,23.

Gol

Também em 2015, a Gol (GOL4) realizou desdobramento de ações ordinárias na proporção de 35 novos papéis para cada um da mesma espécie emitido pela empresa. O setor aéreo ainda sofre com a baixa demanda por conta da pandemia do coronavírus e o papel estava cotado a R$ 17,94 em 24 de setembro. 

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