Diante de uma crise, realocar ou não os investimentos?

Em momentos de incertezas, assessores de investimento têm que lidar com emocional do cliente e medir ações para realocar investimentos
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Diante de um momento de crise, uma dúvida que paira na cabeça de todo assessor é realocar ou não a carteira de investimentos dos clientes? Se a cada dia os benchmarks despencam, junto está o emocional de investidores e dos profissionais que estão ali para contornar a situação. 

O Gorila resolveu ouvir quatro assessores para compartilharem as ações que cada escritório está tomando para gerir o portfólio dos clientes e evitar maiores perdas durante a pandemia do coronavírus. Confira.

Sócio-fundador da Lifetime Investimentos, Marcelo Popoff tenta não vender uma falsa esperança. “A gente demonstra para o cliente que estamos tão preocupados quanto eles. Estamos sendo realistas, ultra transparentes, mostrando que o mercado caiu em todos os lugares”. 

Além disso, Marcelo conta que tentou respeitar os limites de alocação por classe de produto. “Com o CDI quase zero as pessoas tendem mais a riscos, mas tentamos manter aquele percentual de alocação em bolsa que era, por exemplo, de 10% e agora foi para 6%. Voltar ao que era de acordo com o perfil”, disse. 

Algo que Rafael Nogueira Pinto, da Manhattan Investimentos, tenta passar para seus clientes é que: “O que movimenta o mercado, além do valor das empresas, além dos ativos de renda fixa, é o pêndulo do investidor, o pêndulo emocional do investidor”. 

Rafael observa que tem visto muitos clientes resgatarem seus investimentos. “Mas a nossa recomendação em momentos como esse é que quanto menos você mexer na carteira é melhor. Agora é o momento de buscar informação e assim quando o mercado se assentar um pouco, a volatilidade diminuir, você começar a movimentar o seu portfólio. Não precisa nem ser com novo aporte, mas movimentar para aproveitar as oportunidades”, ressalta. 

Boom na bolsa

Apesar do mau desempenho da bolsa no mês de março, a base de CPFs registrados como investidores na B3 teve sua maior alta, de 15%, atingindo novo recorde com 2,24 milhões de pessoas físicas.

Com tanta gente entrando na bolsa, Sanzio Alves Cunha vende cautela para esse novo cliente. Do outro lado, para quem já conhece o mercado, Saulo acredita não é momento para alavancar, para injetar mais dinheiro em renda variável. “É o momento de buscar ativos de segurança”, reforça. 

Entre as movimentações à frente da Lotus Capital, Sanzio conta que as ações de realocar os investimentos no escritório foram mais por precaução. “Só tiveram alguns fundos que fomos ver e o gestor optou por fazer um movimento interno da carteira que desconfigurou a nossa estratégia. Então, fundos que eram Long and Short quando fomos ver estava todo comprado em bolsa, atuando praticamente como um fundo de ações”, revela. 

Com clientes que estão mais na linha do conservador ao moderado, Mehanna Mehanna, do PHI Investimentos, comenta que é mais complicado comunicar um desempenho negativo para quem não tem apetite por volatilidade. 

Apesar disso, Mehanna explica que alguns clientes começaram a enxergar oportunidades e fazer um processo de realocação retirando ativos mais conservadores, ativos caixa da carteira, e aumentando no curto prazo essa exposição a renda variável. 

“A gente entende que sempre é bom ter hedge, fazer proteção, mas que talvez o momento mais oportuno para você proteger a carteira já tenha passado”, finaliza Mehanna. 

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